Oferta abaixo da demanda valoriza preços da mandioca em 2022

Em novembro, aumento chegou a 32,7% na Bahia, por exemplo

Em período de entressafra, a oferta de mandioca segue abaixo da demanda, contexto que mantém os preços da raiz em alta, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP)

Nos últimos dias, mandiocultores consultados revelaram estar sem interesse pela comercialização das lavouras mais novas, devido à baixa produtividade agrícola, e as chuvas também dificultaram os trabalhos de campos.

Assim, entre os dias 5 e 9 de dezembro, o valor médio nominal a prazo para a tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 1.175,27, com alta de 1,2% frente ao da semana anterior.

Em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI), a média supera em 63% a de igual período do ano passado, sendo a terceira maior de toda a série histórica do Cepea, iniciada em 2002. 

Desempenho de novembro

Também nesta segunda-feira (dia 12),a Companha Nacional de Abastecimento (Conab) trouxe um balanço de novembro do desempenho de mercado da raiz da mandioca, com permanência do movimento de alta nos preços da cultura, em todas as regiões produtoras.

Em novembro, o aumento de preços teve destaque na Bahia, onde o valor da raiz subiu 32,7% em relação a outubro. Já a farinha apresentou uma alta de mais de 20%. No indicador anual, a alta nos preços no Estado é de 129%.

Nas demais unidades produtoras da federação, os aumentos de preços em novembro também foram significativos, principalmente, no Pará e em São Paulo, com altas de 23,14% e 15,83%, respectivamente .

Produção nacional

A estimativa de produção brasileira de raiz de mandioca para o ano de 2022, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção (LSPA) de agosto/2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, é de 18,25 milhões de toneladas colhidas em uma área total de 1,23 milhões de hectares.

Se comparados a 2021, cuja produção foi de 18,49 milhões de toneladas, os dados apontam para uma queda de 1,29%, enquanto a área plantada e a área colhida devem permanecer praticamente iguais.

As maiores reduções de produtividade são esperadas no Sul e no Sudeste, com destaque para os estados de São Paulo e Paraná, cuja diminuição deverá ser de 11% e de 4,1%, respectivamente, em relação à safra anterior. A queda é em decorrência do clima adverso para cultura.

Originalmente publicado por: Agrofy News

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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