Tratar a região com fidelidade ao seu potencial não significa apenas preservar o que tem que ser preservado. Mas estamos falando na maior oportunidade de toda história do desenvolvimento brasileiro de fazer algo que sempre tentamos fazer mais que falhamos. O desenvolvimento da Amazônia não se encerra na Amazônia. Estamos falando em colocar o Brasil em outro lugar.
Quem vai sair ganhando com isso, com esta ampliação do parâmetro urbano, turístico e socioeconômico? Com certeza todos, especialmente o necessário incremento do exercício da cidadania. É o que dá a conjugação do verbo acreditar e construir na primeira do plural.
Nesta mão única das regalias tributárias, o Amazonas e toda a Amazônia Ocidental e o Amapá, ficam na saudade de um futuro que não chegou e de uma redução das desigualdades regionais que fizemos nossa parte para encurtar. Com tudo isso, a política fiscal diz para a política industrial que a indústria vai encolher. É mais negócio o agro, pois é pop e tudo para a balança comercial. E, apesar das provocações recebidas, pagas com o atraso dos insumos da vacina, os chineses precisam comprar pois quem não alimenta o povo não se sustenta politicamente.
Com elegância e a firmeza de quem tem 33 anos de compromisso com o interesse público, Gustavo Igrejas, o ex-superintendente da Suframa, e uma das maiores autoridades em projetos industriais vinculados a contrapartida fiscal, disse porque o Secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade (SEPEC), Carlos da Costa, enfiou os pés pelas mãos ao surpreender os presentes, empresários, servidores públicos, jornalistas e parlamentares, na última reunião do CAS, retirando de pauta o projeto da LG Eletronics, que voltou para Manaus de onde nunca deveria ter saído. O artigo é didático, sólido e inquestionável. O gesto do Secretário é desprovido de intimidade com este acerto chamado Programa Zona Franca de Manaus. Aqui já se instalou a indústria 4.0, a quarta revolução industrial. Daqui pra frente os empregos serão inteligentes. Melhor que linha de montagem, certo? Cabe ao poder público criar condições para isso. Quem recolhe mais de 50% de todos os impostos federais do Norte está fazendo sua parte na geração de empregos. Será que a União está fazendo a sua? Confira!