Nesse contexto, perde o sentido a querela política para fazer valer o expediente constitucional e o legítimo anseio da Amazônia em resguardar o acesso a um novo padrão de desenvolvimento e sua inserção no sumário de uma nova civilização brasileira.
Também não há nenhum indicativo de que os governos federal e estadual consigam antes de 20 ou 30 anos dotar o Amazonas de condições de geração recursos para suprir o orçamento público anual de R$ 25 bilhões e manter o movimento da economia em geral em magnitude equivalente ao que a ZFM proporciona hoje. Por isso, ela é a única opção neste prazo e isto não é desapercebido por Brasília, mesmo porque não há qualquer sinalização de que o governo federal tenha um plano alternativo factível no prazo necessário.
Empreender na Amazônia exige que façamos o certo e, mais do que isso, é essencial trabalhar assentados na verdade de suas fragilidades ambientais e potencialidades econômicas. [...] Na Amazônia, além de produzir veículos de duas rodas - que fazem bem como ninguém ao país - é muito gratificante empreender na construção da economia sempre alerta para a ecologia.
A indústria sobreviveu até aqui, e agora está ameaçada por um governo que enxerga o Amazonas e a Amazônia como terras a serem exploradas de forma desordenada.