Com a desculpa de facilitar o combate aos efeitos da Covid-19 na economia nacional, o Brasil, sutilmente, derrete mais ainda as vantagens competitivas do programa Zona Franca de Manaus. Facilitar a importação significa optar por gerar emprego nos países exportadores e reduzir - de modo inapelável - os postos de trabalho nas empresas que fabricam no país. Ou seja, iremos continuar pagando os mais escabrosos tributos do planeta e ampliar postos de trabalho nos países asiáticos. Na prática, vamos sim aliviar os efeitos da COVID-19, tão somente nos países exportadores que vendem para países como o Brasil.
Entre os elementos constitutivos do Custo Brasil, nosso maior fator de afastamento de investidores, estão as dificuldades estruturais, burocráticas, trabalhistas e, é claro, econômicas – trabalhar cinco meses por ano para o governo não dá - que atrapalham o crescimento do país.
“Ganhará um enorme abraço de admiração se apontar com dados e fatos um programa de desenvolvimento regional, como a ZFM, capaz de gerar meio milhão de empregos, ser o quinto maior contribuinte tributário do país e ajudar a manter a floresta em pé. Por sinal, se se mantiverem as promessas e a Amazônia não for destruída, vamos equacionar a crise hídrica, energética e liberal, que tal?”
O ‘Global ESG Disclosure Standards for Investment Products’ estabelece parâmetros que permitem comparação entre produtos para separar maçãs de laranjas
A gravidade de nossa situação social, particularmente no que diz respeito à penúria em que se encontram 47% de nossas crianças, exige que este seja o debate da hora.