"Assim como muitos rios da Amazônia, o Brasil lastima a destruição natural dos seus igarapés, como os “rios” Tietê e Pinheiros, que banham a capital paulista, e sabe da gestão laissez-faire do poder público, que se reflete na indiferença do tecido social. E com toda riqueza paulista, ninguém logrou tirá-los da UTI até hoje. Se as leis da preservação foram mal feitas não podemos compactuar com os malfeitos da civilização. Apenas precisamos mobilizar a Ciência antes de fazer leis nessa relação natureza e cultura, decisiva para a Amazônia e para a Humanidade."
"Fazermos vista grossa com os delitos para justificar oportunidades é virar as costas para a depredação. E quando se trata de Amazônia, a meia verdade é muito mais grave do que a mentira."
Chuvas acima da média desde o início do ano devem provocar grandes inundações ao longo das bacias dos rios Negro e Solimões. Alerta vale para Manaus, Manacapuru e Itacoatiara.
Ministério da Infraestrutura prevê a geração de mais de 200 mil empregos, de forma direta, indireta e efeito-renda, ao longo dos contratos de arrendamento e concessões.
Na Amazônia brasileira, os habitantes dos rios, os pescadores e a maior população indígena do país dependem de rios limpos para alimentação, abastecimento e transporte. Grandes mananciais gerando quantidades colossais de água doce dão a impressão de que esgoto, lixo e outros poluentes não causam problemas porque são apenas temporários e são rapidamente carregados. Mas a realidade é diferente, diz a pesquisadora Salete Almeida da Silva, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Aqui habitam as soluções miraculosas para essas demandas globais. Com um detalhe, é insano desmatar, queimar e fazer pasto desse almoxarifado genético de valor incalculável.