Empresa nega que tenha violado Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Pecuária assinado com MPF. Investigação segue aberta na Procuradoria da República do Pará
Spin-off do Programa de Aceleração e Investimento de Impacto da Plataforma Parceiros pela Amazônia, a AMAZ promoveu este ano sua primeira chamada de negócios. Foram recebidas 156 inscrições que, juntas, têm demanda de investimento de R$ 218 milhões e faturam anualmente R$ 32 milhões. Até 2030, a expectativa é alavancar R$ 50 milhões de investimentos com fundos de venture capital e investidores privados.
Aquele velho papo de que a empresa cumpre sua função social criando empregos já não vale mais nada. As empresas precisam ter fornecedores éticos, ser ambientalmente correta e adotar uma política de distribuição de lucros com seus funcionários. É o padrão mínimo. Se for uma grande corporação, terá que cuidar do planeta, também, sob o risco de sofrer boicote dos consumidores mais preocupados com o ambiente. O mundo deu essa virada e não há nenhuma indicação de que vá mudar de ideia.
“Os projetos que receberão os recursos irão desenvolver a bioeconomia da floresta, ajudando a agregar valor aos produtos naturais, e contribuindo também com a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento socioeconômico”, afirma Joanita Maestri Karoleski, presidente do Fundo JBS pela Amazônia.
“O objetivo do relatório é dar uma visão ampla de que há um setor que precisa ser estudado e que precisa de transparência”, afirma à DW Joana Faggin, principal autora do estudo, sobre a contribuição indireta da indústria automotiva para o desmatamento. “Atualmente, nenhuma montadora consegue provar que não está envolvida nisso”, complementa.
Segundo a análise, em apenas 15 propriedades produtoras de carne do Pantanal foram registrados 73 mil hectares de áreas queimadas no ano passado, em um período em que o uso de fogo estava proibido por autoridades federais e estaduais. Essas mesmas propriedades possuem um longo histórico de irregularidades ambientais, como desmatamento e incêndios ilegais.
Os desafios do Amazonas são grandes demais para projetos individuais e urgentes demais para disputas menores. A hora pede convergência, responsabilidade e comunhão de propósitos