A frase é mentirosa. O Amazonas, Manaus ou a Zona Franca de Manaus não é um paraíso fiscal. Pelo contrário, é uma zona industrial que gera mais tributo à União do que os repasses que recebe do governo federal.
Moraes considerou que o IPI é “um dos principais tributos integrantes do pacote de incentivos fiscais caracterizador da ZFM”, e que, ao reduzir o imposto para todo o Brasil sem adotar medidas compensatórias à produção na ZFM, os decretos reduziram drasticamente a vantagem competitiva do PIM, ameaçando o modelo econômico.
Nos comentários, seguidores do ex-presidente manifestaram preocupação com o aumento do desmatamento da Floresta Amazônica para exploração da madeira e minério, caso haja a extinção do modelo econômico que abriga 500 empresas e gera 100 mil empregos diretos.
Estudo publicado na última semana mostrou que, para manter 83% da Amazônia brasileira sob proteção, uma área de cerca de 3,5 milhões de km², seriam necessários cerca de US$ 2,25 bilhões anuais, ou R$ 10,8 bilhões. A cifra parece grande, mas é três vezes menor do que o valor gasto pelo Governo Bolsonaro em emendas parlamentares. Puxada pelo chamado “orçamento secreto”, a média de gastos com tais emendas na atual gestão chegou a R$ 34,8 bilhões/ano, segundo levantamento da Associação Contas Abertas.