A retirada dos benefícios fiscais ameaça o abastecimento de gás de cozinha, utilizado pela imensa maioria da população amazonense. Em um estado onde o transporte fluvial é vital, a segurança energética está intrinsecamente ligada à operação da refinaria.
A mobilização colaborativa exemplifica o impacto transformador do empreendedorismo judeu na Amazônia. Em um momento de incertezas, sua visão antecipou a necessidade de adensar e diversificar a economia regional. A refinaria de Manaus supriu a carência energética da região, e também abriu caminho para o desenvolvimento de novos setores econômicos.
O Polo Industrial de Manaus já tem escala, já tem tradição e já tem um território simbólico que nenhuma outra planta industrial do continente possui. Falta consolidar aquilo que o mundo mais respeita quando o comércio vira régua: método.
É um órgão da nova economia: armazena, sustenta, regula, protege. Se a transição energética é o caminho, o armazenamento é a ponte. E ponte não se faz só com metal e química, ela demanda confiança, escala, cadeia de suprimentos, inteligência aplicada, além dos parceiros que tragam mundo para dentro, sem tirar o Brasil de si.