O Mapa do Caminho que o Brasil prometeu ao mundo em Belém não é mais um documento técnico. É um teste de caráter nacional. Ou ele se torna o eixo de um novo pacto federativo – que concilie desenvolvimento, justiça social e proteção da Amazônia – ou será lembrado como uma boa ideia abandonada na primeira curva.
"A floresta em pé é produtiva. A indústria dentro da floresta é estratégica. E a narrativa contra esse modelo é apenas isso: narrativa. Sem dados, sem lastro,...
O Brasil continua discutindo a Zona Franca de Manaus como se fosse um caso isolado, enquanto ela é um dos mais bem-sucedidos instrumentos de preservação da história ambiental moderna
O modelo industrial da floresta em pé é tecnicamente mensurável, socialmente justo e ambientalmente superior. Enquanto o mundo discute metas, o Amazonas já as cumpre.
Que a economia da proteção florestal seja, pois, articulada — com clareza, com dados, com governança — a instrumentos como o mercado de carbono, os títulos verdes e o ESG corporativo
O Polo Industrial de Manaus já tem escala, já tem tradição e já tem um território simbólico que nenhuma outra planta industrial do continente possui. Falta consolidar aquilo que o mundo mais respeita quando o comércio vira régua: método.
É um órgão da nova economia: armazena, sustenta, regula, protege. Se a transição energética é o caminho, o armazenamento é a ponte. E ponte não se faz só com metal e química, ela demanda confiança, escala, cadeia de suprimentos, inteligência aplicada, além dos parceiros que tragam mundo para dentro, sem tirar o Brasil de si.