Planejar é preciso. O governo não pode se limitar, letargicamente, à simples gestão do equilíbrio fiscal, enquanto produtores e consumidores ficam à espera da redução das incertezas para tomar as suas decisões sobre a construção do futuro. Como diz Peter Drucker: “:A melhor forma de prever o futuro é criá-lo”.
Se colocarmos, monoliticamente, os objetivos da política econômica numa única trajetória de equilíbrio fiscal expansionista, poderemos ficar com a sensação de que, no meio do caminho, voltamos ao marco zero de nossa caminhada e, como disse Alice, “a gaveta da alegria já está cheia de ficar vazia”.
“Se existisse um espírito liberal pelo Brasil, deveriam existir ações no sentido de criar condições econômicas para a Amazônia e não ao contrário: retirá-las. Defender este pseudo-liberalismo é como defender que a terra é plana.”
“Se não houver uma reformulação da atual política econômica, vamos assistir, em 2021, mais do mesmo e o pior das mazelas socioeconômicas e socioambientais...
A competição e abundância de profissionais é um dos fatores que ajudarão na erradicação destes dois males que são super básicos, mas longe de serem resolvidos.
Entre a ciência e a incerteza, os sinais de que a floresta pode estar deixando de ser aliada do clima exigem mais do que medições: exigem discernimento político.