”A gestão econômica do Brasil está muito mais preocupado em arrecadar do que estimular os investimentos, como argumentou Robson Andrade em seu último artigo. Para além dos auxílios, a urgência é a geração do emprego e a retomada do crescimento”.
Com este novo aliado, o fisco agiliza a cobrança e aumenta a arrecadação independentemente da atividade recente da economia, podendo otimizar os dados também a partir do SPED- Sistema Público de Escrituração Digital, um dos mais eficientes sistemas de controle de gestão fisco-contribuinte em todo o mundo. Alguns empresários ainda não perceberam que todos os estoques de todas as empresas do Brasil estão no ambiente SPED, dentro do T-REX, item a item, bem como todas as notas fiscais de compras e de vendas, também item a item – a Receita está com a faca, o queijo e manteiga em mãos.
Isso nos permite deduzir que a facada, a rigor, não resulta da ignorância, muito menos de indisfarçável má-fé. A faca da arrecadação tributária, porém, é a mais provável explicação. Ela está sempre amolada, querendo se expandir sem se importar onde vai cortar. Muito menos o que precisa devolver ao contribuinte por sua compulsão de tanto arrecadar… O buraco do país é sua máquina pesada e ineficiente que só prioriza sua sobrevivência sem saber dizer pra quê…
Planejar é preciso. O governo não pode se limitar, letargicamente, à simples gestão do equilíbrio fiscal, enquanto produtores e consumidores ficam à espera da redução das incertezas para tomar as suas decisões sobre a construção do futuro. Como diz Peter Drucker: “:A melhor forma de prever o futuro é criá-lo”.