Depois de quase dois anos fechado por causa da pandemia, o Museu da Cidade de Manaus (Muma) reabre, de forma gradativa e seguindo todos os protocolos sanitários contra a Covid-19, a partir do final da primeira quinzena deste mês, trazendo como bônus à população uma nova ala dedicada ao pintor Moacir Couto de Andrade, um artista multitalentos, escritor, professor que formou gerações de pintores e levou a arte amazonense para galerias e colecionadores do Brasil e do mundo.
Uma websérie produzida pela Prefeitura de Manaus, por meio do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), com o apoio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), apresenta ao público, desde o último dia 11 até 25/10, como parte das comemorações do aniversário de 352 anos de Manaus, os artistas indígenas que participam da 1ª Mostra de Arte Indígena, exibida nas redes sociais.
É a primeira vez em 352 anos de existência que a capital amazonense vai ter uma mostra genuinamente indígena com a participação de oito artistas e do centro indígena Bahserikowi, com objetos dos povos tukano, dessana e tuyukas do alto rio Negro. Além de Manaus, foram convidados uma artista do povo warau, da Venezuela, e outro de uma aldeia de Autazes.
A história dos pioneiros amazônicos talvez ensine exatamente isso: desenvolvimento regional nunca foi resultado de fórmulas prontas. Sempre foi fruto de adaptação, coragem e compreensão profunda da realidade amazônica.