O anúncio canadense segue de perto uma tendência global. O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu que o país será zero líquido até 2050, e antes a China já havia anunciado que será neutra em carbono até 2060.
A Petrobras anunciou nesta semana a criação de uma gerência executiva de Mudanças Climáticas, que ficará encarregada de liderar ações de gestão do carbono, redução de emissões e eficiência energética
Os compromissos de descarbonização até 2050 por parte do Japão e da Coreia do Sul, junto com o anúncio da neutralidade das emissões de carbono pela China até 2060, colocaram a Ásia como a mais recente frente no esforço global de elevação do grau de ambição das metas e das ações climáticas por parte dos países.
Ainda assim, as duas companhias gastaram os últimos 50 anos realizando lobby pesado para enfraquecer os esforços globais para conter a mudança do clima.
Com a maior rede hidrográfica do planeta e uma biodiversidade aquática extraordinária, o país está no centro desse debate. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios conhecidos: saneamento insuficiente, poluição por mineração, expansão agrícola e impactos das mudanças climáticas. A Amazônia, por exemplo, já apresenta sinais de contaminação por plásticos e outros poluentes, evidenciando que nem mesmo regiões consideradas remotas estão imunes