A indústria instalada em Manaus será em 2073, o adensamento, a diversificação e a regionalização da Biotecnologia em relacionamento sério com a Tecnologia e a Nanotecnologia desde que tomemos essas trilhas do conhecimento e do empreendimento, suas premissas, condições e viabilidade, em nossas mãos.
O Custo Amazônia, que é a soma de séculos de falta de ação, com burocracia, adicionado ao já nefasto Custo Brasil foi possível ser observado, com questões como calado, navegabilidade ou praticagem.
Os líderes da Amazônia desta geração precisam assumir papeis de liderança na preservação responsável do meio ambiente, integrando redes locais, nacionais e globais de pesquisa, desenvolvendo indústrias nacionais de alta tecnologia que respeitem e usem os conhecimentos tradicionais, encontrando meios de gerar riqueza para o autofinanciamento e a transformação da Amazônia. Sem esta trajetória, seguiremos a girar em círculos, entre épocas de inação e outras de destruição.
Políticas Públicas são feitas com leis, ações, omissões, pessoas e dinheiro. Pode existir um discurso “vou apoiar a Zona Franca”, mas na prática existirem leis que são contrárias. Pode existir um discurso “sou favorável ao Brasil”, mas na prática as omissões beneficiam estrangeiros. Pode existir um discurso “sou favorável à soberania do Brasil na floresta”, mas na prática retira-se orçamento das pesquisas nacionais sobre a floresta.
A questão ainda não percebida amplamente é: por qual razão o Brasil insiste em afastar a prosperidade da Amazônia? Por que estamos sempre encontrando desculpas para nada fazer na região, nem nunca superar as suas deficiências? Em uma vertente ainda há gente que acredite que a agricultura extensiva cabe na região, quando claramente a floresta em pé é muito mais valiosa, de acordo com vastas evidências. Por outro caminho há um impedimento sistemático para que as ações econômicas com alguma tecnologia prosperem por aqui.
No fundo, ninguém quer desenvolver a Amazônia. Cada um quer desenvolver a si próprio e, pela falta de estudo, estamos sendo convencidos por qualquer pauta que qualquer um apresente e acreditando em falsas pesquisas de fontes duvidosas, contra a matemática ou contra as vacinas. Nem o compromisso de cada um com as suas instituições e com seus papéis conseguimos perceber. O ambiente está mais povoado de aproveitadores do que de empreendedores. Ainda bem que podemos mudar e quando não mudamos por inciativa própria, o tempo é transformador e age por nós.
Entre a ciência e a incerteza, os sinais de que a floresta pode estar deixando de ser aliada do clima exigem mais do que medições: exigem discernimento político.