“É muito importante que a população participe, já que a pesquisa vai poder trazer para o gestor uma melhor fotografia da carga de incidência da doença nesse momento e vai ser uma oportunidade para a população saber realmente o quanto ela já foi exposta à doença, tendo em vista que temos um grande número de pessoas que não apresenta sintomas”, destacou Janaína Sallas do Ministério da Saúde”
O surto de rabdomiólise vem gerando preocupação entre os amazonenses para além de questões relacionadas à saúde. O principal receio no momento é quanto ao consumo de peixes, algo bastante popular em todo o estado e que vem sendo apontado, indevidamente, como culpado pela transmissão da doença.
Segundo a coordenadora do CIEVS/FVS-RCP, Liane Souza, os pacientes internados estão clinicamente estáveis. “Todo o monitoramento periódico do estado de saúde e a atenção dada aos pacientes está sendo realizada sob o olhar da vigilância”, acrescenta a técnica.
“Precisamos de projetos para a região, mas do que brechas para mais destruições. Chega de legalizar a grilagem e de achar normal as queimadas. Precisamos ficar indignados com a queimada e com o pasto improdutivo invadindo o Amazonas. Mais do que novos latifúndios, precisamos ter novas cadeias produtivas sustentáveis. Entre agosto/2020 até julho/2021 o Amazonas aumentou em 35,43% o desmatamento em relação ao ano anterior e 158% em relação a 2017/2018, segundo dados do INPE.”
Ministério Público Federal no Amazonas recomenda a exclusão das reservas extrativistas do programa. Entendimento pode se estender aos demais estados da Amazônia
A importância ecológica das borboletas na Amazônia envolve polinização, cadeia alimentar e monitoramento ambiental, essenciais para o equilíbrio da floresta.