Em um contexto em que tudo muda cada vez mais rapidamente, com surpresas quase todos os dias, imaginamos que a definição de tendências – especialmente as econômicas – é tarefa cada vez mais desafiadora. Incertezas e o desconhecido parecem estar à espreita nos rondando o tempo todo.
A atual instabilidade econômica mundial agravada pela guerra entre Rússia e Ucrânia evidenciou, ainda mais, a insustentabilidade do agronegócio brasileiro.
Não é autônomo, pois depende...
Muitos pequenos produtores que ainda utilizam a produção agrícola convencional dizem que a falta de conhecimento os impede de mudar para a agrofloresta, mas o apoio técnico e a educação ambiental podem encorajá-los a adotar essa abordagem restaurativa.
A agropecuária é um dos setores da economia mais suscetíveis às variações do clima, podendo sofrer fortes oscilações no volume das colheitas e na qualidade dos diferentes cultivares. Quase 90% da agricultura no Brasil depende da chuva, o que torna a instabilidade climática um risco econômico e social para a cadeia de produção agrícola, tanto para exportação, quanto para consumo interno1. O tema do aquecimento global e das mudanças climáticas ganhou destaque na mídia, principalmente na discussão sobre os efeitos negativos do desmatamento na Amazônia. Porém, a relação entre as mudanças do clima em diferentes escalas geográficas e a produção agropecuária ainda é pouco compreendida por muitos produtores e profissionais do agro. Esse texto tem como objetivo introduzir para um público amplo o tema das mudanças climáticas na agropecuária, partindo da explicação dos conceitos de tempo e clima, trazendo a distinção entre mudanças climáticas globais e regionais, e apontando soluções. Apesar do tema das mudanças climáticas e desmatamento serem tratados por alguns como uma demanda ambiental que beneficia outros países, a conservação da vegetação nativa com a implementação do Código Florestal é antes de tudo uma medida para garantir condições climáticas favoráveis à produção agropecuária no Brasil.