O apocalipse não veio, mas a multa pela infração ambiental virá

Dupla que foi deixada de helicóptero e acampou sem autorização no cume do Dedo de Deus desde 02/09 finalmente desce com apoio de escalador

A saga dos dois homens que ganharam as manchetes na última semana por terem sido deixados sem autorização por um helicóptero no cume do Dedo de Deus, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, e acampado por lá, contra as regras do parque, durante 9 dias, finalmente acabou. E o fim não veio com o apocalipse que os dois previam ao tocar suas trombetas ao longo da última semana, mas sim com uma multa que será dada pelo ICMBio por descumprir as regras estabelecidas em unidades de conservação que pode custar de R$500,00 a R$10.000,00. Os dois ficaram “ilhados” no cume, a 1.692 metros de altitude, desde o dia 02/09, quando um helicóptero os deixou lá sem autorização do parque e, desde então, montaram acampamento no Dedo de Deus, também de forma irregular, uma vez que a atividade não é permitida no local. Sem equipamento de escalada e sem resgate de helicóptero, de acordo com uma fonte local ouvida por ((o))eco, os dois teriam finalmente descido no sábado (11) com apoio de um escalador.

Em nota, o ICMBio confirmou que “as duas pessoas identificadas no cume do Dedo de Deus, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, já deixaram o local” e que “adotará as medidas legais em relação aos responsáveis”, mas não especificou qual será o valor da multa para os infratores ou deu detalhes sobre como foi a descida dos dois.

Anteriormente, o ICMBio já havia informado que não faria uma retirada forçada da dupla, no cume desde o dia 02/09, porque a ação demandaria equipes altamente treinadas e equipamentos próprios, e traria um grave risco à segurança das equipes e dos próprios infratores. Além dos dois homens, a empresa aérea responsável pelo helicóptero que deixou os dois no cume já foi autuada pelo ICMBio no valor de R$2.100,00.

Fonte: O Eco

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Água em risco: como a poluição ameaça a vida nos rios do planeta e o que pode ser feito agora

Com a maior rede hidrográfica do planeta e uma biodiversidade aquática extraordinária, o país está no centro desse debate. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios conhecidos: saneamento insuficiente, poluição por mineração, expansão agrícola e impactos das mudanças climáticas. A Amazônia, por exemplo, já apresenta sinais de contaminação por plásticos e outros poluentes, evidenciando que nem mesmo regiões consideradas remotas estão imunes

Terras raras no Brasil entram no centro da disputa por soberania nacional

Terras raras no Brasil entram na disputa global, com Lula defendendo soberania mineral diante de pressões externas e impactos ambientais.

Mineração sustentável é possível? Transição energética expõe dilema

Mineração sustentável é possível? Avanços tecnológicos enfrentam limites ambientais, pressão sobre ecossistemas e desafios da transição energética.

O mundo mudou — e a Amazônia precisa reagir antes de ser empurrada

Entrevista | Denis Minev ao Brasil Amazônia Agora Empresário à...