ANP insiste em leiloar áreas sensíveis, mas petrolíferas não dão nenhum lance

17ª Rodada de leilão terminou em vitória para a conservação marinha. Áreas próximas à Fernando de Noronha, Atol das Rocas e na Bacia de Pelotas continuarão livres da exploração petrolífera

Termina em derrota para a Agência Nacional de Petróleo (ANP) a 17ª Rodada de leilão de petróleo, realizada na manhã desta quinta-feira (07). Sob protestos dos ambientalistas, pescadores e pareceres contrários da área técnica dos órgãos ambientais, a ANP tentou conceder 92 blocos de exploração de petróleo à iniciativa privada, incluindo áreas próximas de Atol das Rocas e Fernando de Noronha, mas nenhuma petroleira deu lance. 

O objetivo era leiloar blocos na Bacia Potiguar, onde se localizam o arquipélago de Fernando de Noronha e a Reserva Biológica de Atol das Rocas, e na costa de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a Bacia de Pelotas, área de reprodução alimentação de diversas espécies, incluindo cetáceos e tartarugas. 

O risco ambiental de um possível derramamento de óleo era muito alto, mas o presidente do Ibama preferiu dar um parecer contrário à área técnica, ato minimizado pelo então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que alegou que o licenciamento ambiental posterior ao leilão poderia barrar a obra, se ela se mostrasse inviável do ponto de vista ambiental. Ou seja, ganhar o leilão não significava, de pronto, explorar essa área. 

Parece que o mercado ouviu e preferiu não comprar esse risco. 

Dos 92 blocos, apenas 5 foram arrematados – 4 pela Shell e 1 pela Shell em parceria com a Ecopetrol; todos em áreas já exploradas, na Bacia de Santos, onde está a maior parte da exploração do pré-sal brasileiro. Pelos cinco blocos, foram arrecadados R$ 37,14 milhões.

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Apenas 5 dos 13 blocos oferecidos na Bacia dos Santos foi arrematados. Os blocos ofertados nas bacias de Pelotas, Potiguar e de Campos não tiveram interessados. Mapa: Instituto Arayara.

Fonte: O Eco

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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