Amazônia perdeu área equivalente a duas vezes a cidade de Porto Alegre em maio

Alertas de desmatamento no período chegaram a 900 km², segundo números atualizados pelo INPE nesta sexta-feira. É o segundo pior número da série histórica

A motosserra não deu trégua na Amazônia durante o mês de maio. No período, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) registrou alertas de desmatamento para 900 km² de floresta, área equivalente a duas vezes o tamanho da cidade de Porto Alegre. 

Este é o segundo pior maio da série histórica do Instituto, só perdendo para 2021, quando foram computados 1.390 km² em alerta. Os números foram atualizados nesta sexta-feira (10).

De janeiro a maio, a Amazônia já perdeu 2.778 km² de vegetação, número 9% maior do que o mesmo período do ano passado e o pior desde 2016. A cifra já representa 21% de tudo o que foi desmatado durante o ano de 2021, quando 13.038 km²  (taxa consolidada) de florestas foram ao chão. E o período mais crítico da estiagem na Amazônia, quando o problema do desmatamento se intensifica, ainda nem começou.

Segundo o INPE, o Amazonas foi o estado com maior número de alertas (298 km²), seguido pelo Pará (272 km²), Rondônia (149 km²) e Mato Grosso (147 km²). 

Fonte: O Eco

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Abraciclo lança guia para orientar uso seguro de veículos elétricos de duas rodas nas cidades brasileiras

"Publicação reúne recomendações sobre segurança viária, regras de circulação...

Adalberto Luís Val, um cientista que ajuda o mundo a compreender a Amazônia

“Reconhecido internacionalmente, pesquisador do Inpa construiu uma trajetória que...

Ibama viraliza com ações contra o garimpo ilegal e explica destruição de equipamentos

Ibama viraliza com ações contra o garimpo ilegal e explica por que destrói dragas e outros equipamentos em operações.

Com apoio do Idesam, produtos da floresta movimentam R$ 18,2 milhões

Idesam apoia vendas de R$ 18,2 milhões em produtos sustentáveis e atua junto a mais de 5 mil famílias na Amazônia, aponta relatório de 2025.