Países europeus se dividem sobre estratégia para desenvolvimento energético do hidrogênio

A Comissão Europeia entende que o hidrogênio é vital para a descarbonização de indústrias nas quais a eletricidade não tem como substituir completamente os combustíveis fósseis. Os casos mais importantes são a siderurgia, parte importante da indústria química e a produção de cimento.

Os europeus são menos unidos sobre como obter o hidrogênio necessário sem piorar o aquecimento global. Há os que advogam que ele venha exclusivamente de fontes renováveis, de plantas eólicas e fotovoltaicas. Mas há os que defendem que o hidrogênio venha de fontes mais convencionais, como de usinas nucleares. Advogam que, pelo menos nos primeiros tempos, até gás natural possa ser usado desde que acoplado a estações de captura e armazenagem do dióxido de carbono de sua queima (CCS, sigla de Carbon Capture and Storage). Do lado das renováveis, estão Espanha, Portugal, Áustria, Dinamarca, Irlanda e Letônia. Do lado mais convencional estão França, Holanda, Hungria, Polônia, Romênia, Finlândia e República Checa. A Alemanha não quer a nuclear, mas ainda não se manifestou quanto ao gás natural. A notícia é da EuroActiv.

Em tempo 1:  Um dos maiores obstáculos enfrentados pelos defensores do gás natural são as dificuldades da captura e armazenamento do CO2 por centenas de anos. O pessoal de CCS vem pressionando por mais apoio da Comissão Europeia, que enxerga 3 grandes desafios: (i) a criação de incentivos financeiros; (ii) a construção da infraestrutura de transporte e armazenamento de CO2 em rochas do subsolo; e (iii) a criação de regulações que deem conta dos prazos longos envolvidos e da natureza transnacional das operações. Uma matéria aparentemente otimista da EuroActiv deixa, no entanto, transparecer que os obstáculos ainda são bem grandes.

Em tempo 2: A pá de cal na já combalida indústria do carvão pode vir quando a produção de hidrogênio ficar competitiva. Mas, na visão de executivos de uma das grandes carvoeiras americanas, o hidrogênio pode ser uma oportunidade para as comunidades que até ontem viviam do fóssil. Lincoln Bleveans, da Burbank Water & Power, enxerga uma área industrial desenvolvida, cercada de mão de obra qualificada, com direitos a água já existentes e linhas de transmissão construídas e operando, ou seja, muito do que uma planta de hidrogênio precisa.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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