A janela solar resolve três desafios principais para a escala comercial da tecnologia: estética, desempenho e capacidade de fabricação
As células solares orgânicas (OPV) estão em expansão, podendo ser integradas a janelas e fachadas de edifícios como uma alternativa sustentável de geração de energia. Embora a tecnologia ainda esteja em estágios iniciais de adoção comercial, um recente lançamento se destacou: uma startup da Califórnia desenvolveu a maior janela fotovoltaica orgânica totalmente transparente do mundo.
A NEXT Energy Technologies, sediada em Santa Barbara, produziu uma janela laminada geradora de energia de 101,6 cm x 152,4 cm em sua linha de produção piloto. A estrutura inclui um substrato, uma camada fotovoltaica orgânica transparente, uma vedação de borda, um barramento, uma caixa de junção e um vidro de cobertura, permitindo que capte luz solar enquanto permanece translúcida, aproveitando a energia sem comprometer a entrada de luz natural nos ambientes.
A startup utiliza um processo automatizado chamado revestimento de matriz de fenda para aplicar sua camada fotovoltaica orgânica (OPV) diretamente no vidro. Após a aplicação, um laser risca a camada de OPV antes do vidro ser laminado. Esse método permite que fabricantes de vidro integrem o processo às suas linhas de produção existentes, facilitando a adoção da tecnologia.
O revestimento da empresa resolve três desafios principais para a escala comercial da tecnologia: estética, desempenho e capacidade de fabricação. Ele possui um tom cinza neutro, inspirado nas cores mais usadas em fachadas comerciais nos Estados Unidos, garantindo uma combinação entre design, geração de energia e viabilidade industrial.
Solução sustentável para o setor de construção civil
Os edifícios equipados com fachadas NEXT OPV podem gerar energia renovável suficiente para compensar de 20% a 25% do consumo energético de um prédio comercial típico. Isso é especialmente relevante, pois o setor de construção responde por mais de um quinto das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
Além da geração de energia, essas janelas fotovoltaicas absorvem e convertem luz infravermelha, ajudando a reduzir a demanda por aquecimento, ventilação e ar condicionado, tornando os edifícios mais eficientes e sustentáveis.