“É preciso aproveitar o momento para construir um futuro competitivo, em que a ZFM seja capaz de gerar riqueza e promover o desenvolvimento sustentável da região. A história nos ensinou que ficar a ver os navios da prosperidade zarpando não é uma opção viável. Agora é o momento de agir e escrever uma nova narrativa para a Zona Franca de Manaus.”
Por que não apostar no estado de emergência do entendimento para combater a ignorância de alguns e a má vontade de quem não nos conhece e se recusa a nos ouvir antes de decidir o destino de nossos empreendimentos, emprego e esforços de diversificação da economia.
E para seguir coerente com seu desprezo pela economia da Amazônia, o governo federal acaba de disparar o tiro de misericórdia na Indústria da ZFM. O ministro da Economia, Paulo Guedes, que prometeu, junto com o presidente da República, Jair Bolsonaro, corrigir os danos do Decreto 10.979/22, não corrigiu, mentiu e mais, ampliou por seis meses os danos de seu equívoco. Pelo andar da carruagem, sob Guedes, a União seguirá esvaziando o programa ZFM, como anunciou e sempre quis desde antes de assumir seu encargo de gestor da economia do país. Ainda restam dúvidas?
Precisamos ter em mente que a ZFM está vinculada a dois objetivos que ligam a industrialização regional à industrialização do resto do país. O primeiro objetivo é o abastecimento do mercado nacional de bens de consumo duráveis que antes eram importados, ou seja, a substituição de importações. O segundo é a utilização de insumos e bens de capital produzidos pela indústria dos demais estados, principalmente do sudeste e sul, para atender a demanda das empresas do PIM, ou seja, favorece a dinamização da indústria nacional ao adensar a cadeia produtiva. A importância estratégica da ocupação econômica da Amazônia Ocidental, a competitividade da ZFM, justifica a tentativa de um acordo que atenda a todas as partes, sem grande perda do governo, empresários e população.
Chega de ser tratados como cidadão de segunda casta. O Fórum de Defesa da ZFM criado pela atual gestão municipal é sinal de alento, pois alguns problemas de nossa economia mais parecem casos de justiça ou de polícia. Ou, quem sabe, de vontade política, pois os governos locais representam, legitimamente, o interesse da cidadania local. Prefeito e governador, portanto, tem credencial e amparo constitucional para por fim a este desrespeito institucionalizado. Qual é a relação entre o PPB e a prefeitura Municipal de Manaus? De imediato, podemos dizer que é a mesma existente entre o PPB e o Governo do Amazonas. Há um nexo causal entre o processo produtivo básico, uma fantasmagoria burocrática criada pela união - com reflexos perversos na economia - e nosso Desenvolvimento Regional. O veto à industrialização de produtos de alta tecnologia, aqui edificado, significa impedimento de nosso processo de redução das inaceitáveis diferenças entre o norte e o sul do Brasil. Com o peso político e institucional efetivo do prefeito e do governador, junto com a bancada parlamentar, já teríamos expurgado este entrave à diversificação, adensamento e regionalização do crescimento socioeconômico e ambiental do programa Zona Franca de Manaus.
“Reforço aqui todo nosso respeito e reconhecimento ao trabalho da Superintendência e dos servidores da Suframa! E repetimos, para gerar tantos benefícios, precisamos de segurança jurídica e respeito”.