Tratar a região com fidelidade ao seu potencial não significa apenas preservar o que tem que ser preservado. Mas estamos falando na maior oportunidade de toda história do desenvolvimento brasileiro de fazer algo que sempre tentamos fazer mais que falhamos. O desenvolvimento da Amazônia não se encerra na Amazônia. Estamos falando em colocar o Brasil em outro lugar.
Com elegância e a firmeza de quem tem 33 anos de compromisso com o interesse público, Gustavo Igrejas, o ex-superintendente da Suframa, e uma das maiores autoridades em projetos industriais vinculados a contrapartida fiscal, disse porque o Secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade (SEPEC), Carlos da Costa, enfiou os pés pelas mãos ao surpreender os presentes, empresários, servidores públicos, jornalistas e parlamentares, na última reunião do CAS, retirando de pauta o projeto da LG Eletronics, que voltou para Manaus de onde nunca deveria ter saído. O artigo é didático, sólido e inquestionável. O gesto do Secretário é desprovido de intimidade com este acerto chamado Programa Zona Franca de Manaus. Aqui já se instalou a indústria 4.0, a quarta revolução industrial. Daqui pra frente os empregos serão inteligentes. Melhor que linha de montagem, certo? Cabe ao poder público criar condições para isso. Quem recolhe mais de 50% de todos os impostos federais do Norte está fazendo sua parte na geração de empregos. Será que a União está fazendo a sua? Confira!
Incentivos versus empregabilidade é o que sabemos fazer, além de aliviar a compulsão fiscal federal. Teria alguma outra instância mais competente para isso ou uma fonte de benefícios ao Brasil mais generosa? Mais do que nunca devemos estar alinhados e em absoluto estado de vigilância.
“O que precisamos é de respeito não apenas à lei mas ao nosso direito de ver aplicada nesta região a riqueza que geramos como mandam os estatutos legais. O resto é muito simples de entender: precisamos, sabemos e queremos trabalhar”.
“A contrapartida fiscal da ZFM não pode ser incluída entre os beneficiários da renúncia fiscal do Brasil, algo em torno de R$320,8 bilhões, pois se trata de uma política de Estado, visando a redução das desigualdades regionais.”
Portanto poderemos dizer que há um horizonte muito próximo em todos os sentidos que representa um alento de desafios extremamente promissores para a geração de empregos, oportunidades e interiorização do desenvolvimento. O Amazonas, por uma gestão historicamente improvisada, agravada por dificuldades locacionais tem utilizado os recursos gerados pela industria para projetos e programas dessa natureza.
Entre a ciência e a incerteza, os sinais de que a floresta pode estar deixando de ser aliada do clima exigem mais do que medições: exigem discernimento político.