Destruir a riqueza neste contexto lembrado por Higuchi não tem a ver diretamente com o efeito climático, embora haja relação. É na verdade substituir uma riqueza potencial pública pelo dinheiro imediato pessoal e em grande parte criminoso de quem manda no pedaço.
Os fazendeiros têm usado corujas e outras aves de rapina para caçar roedores há séculos, mas os pesticidas químicos modernos substituíram os métodos naturais nos últimos tempos. Voltar ao controle biológico é uma maneira de controlar possíveis pragas, sem envenenar alimentos e o meio ambiente.
Na lógica socrático, fico a pensar se não estaria ficando alienado, candidato genuíno a uma vaga no hospício mais próximo, pois tenho clareza sobre a diferença entre roubar e não roubar. E não é que o conceito mudou! Nesse caso, não se trata de verdade ou mentira e sim da mais estarrecedora confirmação dos fatos. Agora é permitido roubar?
Este discurso é antigo e inclusive institucional do governo brasileiro, embora na prática a direção ainda venha sendo outra, com recorrentes promessas de mudança. Nas áreas desenvolvidas na forma tradicional, já sem floresta, não há mais fármacos a pesquisar nem se pode esperar que ajudem com a chuva, e o discurso, por isso, perde fundamento. Os rios não vão mais “voar”. O meio termo nestas questões não é racional.
Desmatamento na Amazônia está relacionado ao fenômeno, diz especialista. Estiagem prolongada e características do solo facilitam formação da nuvem de poeira
E a boa notícia é que temos uma dose generosa de sugestões que as entidades da indústria, especialistas locais e nacionais em economia e desenvolvimento regional, com suporte acadêmico da Fundação Getúlio Vargas, estão chamando de Amazônia do Futuro.