Incêndio criminoso atinge projeto de reflorestamento em Rondônia

Um projeto modelo de reflorestamento em Rondônia sofreu um incêndio criminoso, resultando na perda de 360 mil árvores nativas. A investigação aponta fortes indícios de ação humana.

O projeto de reflorestamento localizado na Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá, em Rondônia, sob a liderança do Centro de Estudos Rioterra, enfrentou um devastador incêndio criminoso recentemente. O fogo destruiu aproximadamente 270 hectares, equivalente a uma perda de 360 mil árvores nativas de mais de 100 diferentes espécies.

Este projeto era amplamente reconhecido por sua magnitude e localização estratégica. Pesquisas estavam em andamento com a finalidade de desenvolver um modelo que pudesse ser replicado e ampliado em outras áreas da floresta amazônica e em iniciativas de restauração de grande escala.

“Anos de dedicação, sonhos e pesquisas sobre restauração, biodiversidade, clima e economia foram abruptamente reduzidos a cinzas”, lamentou a Rioterra em suas redes sociais.

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Iniciado em 2020, o projeto foi estabelecido em uma região que havia sido desmatada ilegalmente dentro da Resex Rio Preto-Jacundá. Dentre as variedades plantadas, incluíam-se árvores frutíferas destinadas a auxiliar na geração de renda para a comunidade local da reserva.

Incêndio criminoso atinge projeto de reflorestamento em Rondônia
Foto do antes e depois das chamas. Foto: Rioterra

Indícios de ação humana

De acordo com a organização, o projeto já havia sido alvo de ameaças por parte de grileiros. Em declaração à ((o))eco, a Rioterra mencionou que a análise das imagens de satélite e o histórico da área sugerem fortes evidências de que o incêndio foi provocado intencionalmente por humanos.

“Em um momento em que tanto se debate sobre restauração e planejamento de concessões, o ocorrido nos faz refletir sobre como salvaguardar tais iniciativas. Como os estados podem atuar na proteção de concessões em terras públicas? Quais medidas preventivas podem ser adotadas? Quem assegura a continuidade desses esforços?”, indaga a Rioterra.

Atualmente, a Polícia Civil e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam-RO) estão conduzindo investigações sobre o caso.

Com informações d’O Eco

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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