Adote um Parque ganha nova fase com unidades de conservação da Caatinga

Nova etapa do programa de adoção das UCs criado por Salles terá foco em trilhas e incluirá dez áreas protegidas da Caatinga, entre elas, os parques nacionais da Chapada Diamantina e de Jericoacoara

Lançado em fevereiro deste ano – com muita pompa, propaganda e pouca informação – o Adote um Parque ganhou nesta terça-feira (19) uma nova etapa, que ampliará o escopo do programa, inicialmente restrito às unidades de conservação (UCs) da Amazônia, para as áreas protegidas da Caatinga. Diferentemente da primeira etapa, esta nova fase será focada em trilhas, ou seja, os interessados poderão adotar trechos dentro das unidades de conservação, como a famosa trilha da Cachoeira da Fumaça por Cima, no Parque Nacional da Chapada Diamantina, na Bahia, com um valor estimado pela portaria de R$1,2 milhões. Já para adotar o parque como um todo, o valor calculado chega a quase R$3,3 milhões.

Dez unidades de conservação estão incluídas no “Adote um Parque Trilhas da Caatinga”. Além da Chapada Diamantina, com seis opções distintas de trilhas, fazem parte outros cinco parques nacionais – Jericoacoara, Ubajara, Sete Cidades, Furna Feia, e Serra de Itabaiana –, três florestas nacionais (Flonas) – de Açu, de Contendas do Sincorá e do Araripe-Apodi – e o Monumento Natural do Rio São Francisco. Ao todo, há 20 trilhas disponíveis para adoção individualmente e um “combo” de 9 trilhas, no Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí.

Nas opções de adoção de UCs, o valor por hectare – que antes era fixado em R$50 para empresas nacionais e 10 euros para estrangeiras – agora varia desde R$12,08, o mais barato, cotado para Flona do Araripe-Apodi, no Ceará; até surpreendentes R$ 1.555,56 por hectare, na pequena Flona de Açu, no Rio Grande do Norte.

Com a portaria nº 472/2021, assinada pelo ministro Joaquim Leite, o Ministério do Meio Ambiente mantém a aposta no programa criado pelo ex-ministro, Ricardo Salles, como um instrumento para captar recursos da iniciativa privada para as unidades de conservação brasileiras. Entre as principais críticas feitas ao Adote um Parque estão a falta de transparência e a ausência de um mecanismo de consulta às populações tradicionais, no caso das UCs de uso sustentável.

A nova etapa do programa parece que irá manter o tom da anterior, com pouca informação disponível sobre como funcionará na prática a adoção, seja das UCs, como um todo, seja das trilhas, individualmente.

Fonte: O Eco

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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