Covid-19: a descoberta radical do nós

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(*) Jorge é Administrador, formado pela UFAM, ex-servidor da Suframa, ex-secretário de Planejamento do Amazonas e presidente-executivo da ELETROS, Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletrônicos.

——— José Jorge Júnior (*) ———

Os momentos mais adversos costumam, também, ser os momentos mais criativos e, de todos os pontos de vista, mais fecundos. E o ser humano é essencialmente imaginativo para transpor obstáculos. Foi assim desde a invenção das ferramentas, roda, bússola e o vidro, que repercutem até hoje no cotidiano de nosso trabalho. Em outras palavras, esse isolamento imposto pelas autoridades, se olhado com as lentes da resiliência, da  crença em nos mesmos, sobretudo quando aliados, e na mesma direção, não tenhamos dúvida, estamos na iminência de um novo patamar da existência, mais lúcido, mais atento, mais e mais.

Focados e produtivos

O futuro deve ser de trabalho ainda mais intenso, com maior objetividade e a necessidade do alcance de resultados robustos, o quanto antes, para superar a crise instalada e com baixa previsibilidade de quanto poderemos superar isso plenamente. Mais focados, somos mais produtivos. Quem não é, terá que ser por uma questão de sobrevivência. A tecnologia trabalhará ainda mais em nosso favor. Quebra de paradigmas e um mundo novo nas relações pessoais, de trabalho e de negócios se avizinham com muita rapidez. 

O fórum das descobertas 

Aqui cabe um exemplo muito eloquente do que estou falando. Refiro-me ao Comitê da Indústria ZFM Covid-19. Com quase 50 pessoas, entre agentes públicos, empresários, executivos, pesquisadores e outros atores da sociedade, este grupo desenvolve um trabalho construtivo e respeitoso, pensando no coletivo, e que tem superado as expectativas de todos na busca de soluções para a gravidade dos problemas instalados, seja na saúde pública, quanto na economia. Somos juntos, e já sabíamos, mais fortes, mais criativos e resolutos. Ocorre que a dor alheia, a vida das pessoas, nos sensibilizam e nos move muito mais do que pensávamos. E podemos fazer muito, muito mais mesmo, do que supúnhamos. E isso não tem preço. 

Mais alinhados e efetivos 

O Brasil, sem se dar conta, percebe a importância da economia instalada no Amazonas, de onde emanam empregos e onde funciona um programa de desenvolvimento reconhecido pela OMC e União Europeia, por sua capacidade de fazer a economia andar de mãos dadas com o meio ambiente. As indústrias instaladas no Polo Industrial de Manaus se irmanam na busca de soluções para o enfrentamento da crise e se superar para o desenvolvimento e produção de EPI e equipamentos hospitalares. Adicionalmente, se mobiliza para a doação de produtos e insumos para serem utilizados nos hospitais de campanha e nas instalações de Saúde existentes. De todos os segmentos eclode, a todo momento, a união de forças nunca antes vista. 

Novos caminhos 

Agora podemos falar mais grosso? Não, não precisa. Não é mais por aí. Precisamos falar mais alinhados, ter mais clareza do que somos e do que queremos. E, por isso, sabemos aonde queremos chegar.

Parece que estamos ainda no começo do imprevisível. Mas já sabemos que unidos podemos transpor todos os obstáculos, por mais que eles pareçam ser impossíveis de serem superados. 

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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