Mais do mesmo: Mourão quer campanha publicitária contra críticas internacionais ao desmatamento

De volta à ribalta política na Amazônia, o general-vice Mourão mostra não ter aprendido muita coisa com os erros do passado. Confrontado mais uma vez com a alta do desmatamento, o vice-presidente insiste em tratar a questão como um “problema de comunicação” e não como resultado do “Bolso-desgoverno” ambiental.

Segundo informou Daniel Gullino n’O Globo, Mourão pretende realizar uma nova viagem com embaixadores estrangeiros à região amazônica, além de promover uma campanha publicitária para limpar a barra do governo Bolsonaro no exterior. Para o general, a cobertura jornalística no Brasil e no exterior “não representa com exatidão a situação da Amazônia”. Resta saber se ele vai questionar também os dados oficiais do próprio governo, que apontam os últimos seis meses como o semestre mais devastador para a floresta desde 2015.

Com o governo federal preso no “Dia da Marmota”, governadores estão assumindo mais espaço nas conversas com governos estrangeiros para captar recursos internacionais para preservação da Amazônia. No Estadão, Marcelo Godoy citou um encontro do grupo Governadores  pelo Clima com o embaixador da União Europeia no Brasil, Ignácio Ybáñez, e com representantes diplomáticos de nações europeias; na pauta, estavam novos investimentos em geração eólica e solar, além de projetos de hidrogênio verde.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Nova espécie de peixe é descoberta no Amapá e já pode entrar na lista de ameaçados

Nova espécie de peixe encontrada no Amapá vive em apenas três locais conhecidos. Pesquisadores alertam para ameaças ao habitat.

Quando a violência digital entra na vida dos nossos filhos

“Aliciamento, chantagem e estímulo à autolesão exigem uma resposta...

690 mil árvores por dia: a estimativa que separa o desmatamento de Bolsonaro e de Lula

Desmatamento na Amazônia: estimativa aponta perda de 690 mil árvores a mais por dia sob Bolsonaro do que nos três primeiros anos do atual governo Lula.

Pagar mais para não comprar americano: o “Buy Canadian” volta e reorganiza as gôndolas

Com a disputa comercial entre Canadá e Estados Unidos de volta e mais quente do que nunca, a origem do produto passou a pesar mais que o preço, e o varejo já redesenhou a prateleira. O que isso ensina a quem vende com a Amazônia no rótulo?