USP desenvolve sensor portátil para detectar impurezas na água

Um avanço inovador no campo da química sensorial está prestes a transformar o modo como identificamos compostos químicos em líquidos. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um sensor portátil feito de papel e decorado com nanopartículas de ouro sintetizadas por laser. Esta inovação poderá facilitar e tornar mais econômica a produção de dispositivos que identificam substâncias fora do ambiente laboratorial, como as que podem afetar a qualidade da água que consumimos.

Destacado pela Royal Society of Chemistry do Reino Unido em sua conta no Twitter, os resultados deste estudo promissor foram publicados na prestigiosa revista Sensors & Diagnostics.

Características e Vantagens do Sensor

Com um custo de apenas pouco mais de R$ 0,50 por unidade, este sensor descartável apresenta uma série de benefícios. “Conseguimos fabricar as nanopartículas do dispositivo por meio de uma síntese com laser, retirando do processo a manipulação humana, que eleva o custo de produção. Isso possibilita a fabricação em larga escala”,

Explica Thiago Regis Longo Cesar da Paixão, coordenador do Laboratório de Línguas Eletrônicas e Sensores Químicos do Instituto de Química da USP.

USP
(ilustração: Gabriel N. Meloni)

Além de ser sustentável e feito de papelão – que pode incluir material reaproveitado – o sensor não utiliza reagentes químicos tóxicos em suas reações. Uma inovação ambientalmente amigável quando comparada aos métodos tradicionais de fabricação de sensores.

Aplicações e Potencial do Sensor

O estudo, financiado pela FAPESP, demonstrou que o sensor apresenta um desempenho equivalente a dispositivos mais caros na detecção de hipoclorito, comum em alvejantes e usado no controle de qualidade da água. Porém, seu potencial vai além. Paixão acrescenta: “São dispositivos de uso simples, que podem ser distribuídos em escala governamental para que a população monitore a qualidade de água em sua própria casa e repasse as informações para especialistas.”

Visão Futura

Com foco no futuro, os pesquisadores estão planejando combinar síntese de nanomateriais e impressão 3D. “Queremos criar um dispositivo para análises médicas feitas pelo sistema público de saúde, como medição de níveis de glicose, ou que possa ser usado por empresas de tecnologia em dispositivos vestíveis para monitoramento em tempo real”, revela Paixão.

O sensor é um exemplo brilhante da fusão da ciência com a inovação, oferecendo promessas de grandes avanços na área da saúde, tecnologia e gestão ambiental.

Artigo original leia aqui

*Com informações AGÊNCIA FAPESP

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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