Retomada econômica pós-pandemia dá sobrevida ao carvão nos maiores mercados mundiais

Os três maiores consumidores mundiais de carvão devem queimar ainda mais combustível neste ano na comparação com o ano passado. Segundo a Bloomberg, Estados Unidos, China e Índia preveem um aumento no consumo de carvão para geração elétrica em 2021, mesmo com declarações e compromissos recentes desses países no sentido de diminuir as emissões de carbono e acelerar a transição energética para fontes renováveis. Se isso acontecer, dificilmente eles conseguirão viabilizar metas mais agressivas de redução de emissões na próxima década, um ponto central para o cumprimento do objetivo do Acordo de Paris de conter o aquecimento do planeta em no máximo 2°C neste século.

O caso da China é mais grave. Desde o ano passado, Pequim vem apostando no carvão para retomar a economia do país após o baque causado pela pandemia: para tanto, restrições à operação de usinas termelétricas foram flexibilizadas e novos projetos foram autorizados. O NY Times destacou como esse impulso governamental ao carvão pode atrapalhar os objetivos da China de atingir a neutralidade de suas emissões de carbono antes de 2060. Uma análise da Universidade de Maryland (EUA), publicada na revista Nature, mostrou que a China precisará desativar mais de 100 gigawatts de capacidade termelétrica a carvão até 2045 para conseguir viabilizar esse objetivo. Esse montante poderia ser atingido em grande parte com o descomissionamento de usinas ineficientes, com resultados ruins em termos econômicos e ambientais, e que poderiam ser fechadas sem transtornos. Por outro lado, o país não poderia emitir licenças para novas usinas e precisaria reduzir o acionamento de termelétricas a carvão. A Reuters repercutiu esse estudo.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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