A Fundação Getulio Vargas, através da Escola de Economia de São Paulo (FGV EESP), promove Diálogos Amazônicos, uma plataforma digital para discutir com toda a sociedade civil organizada temas de interesse do desenvolvimento socioeconômico sustentável da Amazônia Brasileira.
Contudo, não há algoritmo nem bom senso em economia capaz de traçar cenários para taxa de câmbio, taxa de juros e crescimento do PIB, quando o componente político passa a pesar tanto quanto vem acontecendo domesticamente. Há elevados "riscos de cauda". Muito provavelmente, incertezas e volatilidade tomarão conta, cada vez mais, do cenário de curto prazo. No Brasil, em anos de eleições presidenciais, caminhamos cada vez muito próximo do abismo.
“O mundo está financeiramente bem frágil, mesmo com ciclos exuberantes de valorizações de diversos ativos, até porque a economia real, da produção, dos ganhos de produtividade, dos investimentos e do emprego, se move com muita cautela. Riscos de estagflação rondam o mundo e outros gigantes econômicos podem se revelar de pés de barros e levar o mundo a um mergulho profundo rumo à nova recessão econômica. Um mundo de elevada volatilidade nos mercados financeiros deve pairar sobre nossas vidas, por mais algum tempo”
José Walter Bautista Vidal, um dos maiores físicos do país por sua obra e legado na elaboração e implantação do programa do álcool e do óleo vegetal do Brasil, já dizia nos anos 80 que a Amazônia é a pátria da energia alternativa para o futuro do país. Ele se referia a energia solar, ao biodiesel, à biomassa e ao gás natural. Nesta segunda-feira, 13, dando sequência aos Diálogos Amazônicos da Fundação Getúlio Vargas, Márcio Holland e Daniel Vargas receberam a dupla André Clark, da Siemens e Tarcisio Rosa consultor de energia oriundo da Eletrobras. Objetivo do evento era expor e debater a questão energética na Amazônia no contexto da crise hídrica e das perspectivas da Amazônia do Futuro, um projeto de desenvolvimento regional desenhado por iniciativa do setor produtivo do Amazonas, Zona Franca de Manaus, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas.
Como disse uma vez Samuel Benchimol: "…o futuro da Amazônia passa por uma nova relação entre desenvolvimento e meio ambiente, permeada por um conceito e prática da sustentabilidade que deve ser socialmente justo, economicamente viável, politicamente correto e ambientalmente equilibrado”
Em tempos de protagonismo do setor privado, as empresas da região, especialmente às que operam sob o guarda-chuva da Zona Franca de Manaus, podem decidir se querem continuar ocupando o papel de caricatura — o tal “ventilador no meio da selva” — ou se estão dispostas a assumir o lugar de atores e promotores de uma economia amazônica que, enfim, decide produzir riqueza a partir da floresta em pé e da inteligência das pessoas que a habitam