Estiagens cada vez mais severas exigem medidas mais eficientes e urgentes. Uma delas é a instalação do balizamento adequado e construção de canais com dragagens precedidas de monitoramento sob o critério da sustentabilidade.
Se bem conduzida, a transformação do rio em hidrovia plena pode se tornar um exemplo de governança sustentável, articulando interesses da indústria, das comunidades ribeirinhas, da ciência e da política. O próximo passo, portanto, não é apenas dragar — é planejar o futuro
A dragagem tem como objetivo apoiar as comunidades locais, que dependem da navegação fluvial para receber suprimentos de fora, e os produtores, que precisam escoar suas mercadorias
“A presença federal deve ser proativa e cumpridora de suas atribuições, provendo a infraestrutura que lhe compete para que o Amazonas possa enfrentar outras vazantes e. continue a desempenhar seu papel vital para o Norte do país e para a economia brasileira.”
Dos encaminhamentos finais do Fórum de Logística, organizado pelo CIEAM, ocorrido nos dias 2 e 4 de abril, ficou definida a adoção da dragagem para prevenir os danos de mais uma vazante como ocorreu em 2023. Anotada a presença da Capitania dos Portos, Antaq e DNiT, foram definidos os trechos a saber: no Rio Madeira, de Manicoré até a foz, e no Rio Amazonas, de Itacoatiara a Manaus. Uma questão ambiental sobre a dragagem foi levantada pelos organizadores do evento mas não foi explorada. Seus argumentos, porém, estão aqui anotados.
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas