Uma forte defensora dos direitos da mulher e uma cientista amadora, Eunice Foote foi a primeira pessoa a constatar a correlação entre o aumento de CO2 na atmosfera e o aquecimento global. Entretanto, sua contribuição passou despercebida até 10 anos atrás.
A seca extrema provocada pelo El Niño de 2015 e 2016, associada às queimadas florestais na Amazônia, causaram a morte de cerca de 2,5 bilhões de árvores e emitiram 495 milhões de toneladas de gás carbônico para a atmosfera, em uma área que representa apenas 1% por cento de toda a floresta amazônica brasileira. Isso significa que a floresta, cuja função vital é fixar o carbono nas plantas, quando perturbada pela degradação e pelo fogo, pode ser uma das maiores fontes de emissão de gases de efeito estufa do planeta.
Estudo liderado por Luciana Gatti, aponta que Amazônia já emite mais carbono do que é capaz de absorver; desmatamento e queimadas em nosso país são os principais vetores
Conhecimento tradicional de manejo do fogo é essencial para o controle e prevenção dos incêndios florestais. Projeto que institui a política nacional de manejo integrado do fogo está parado no Congresso desde 2019
“Sabemos muito pouco sobre as espécies migratórias brasileiras. O país engatinha nas pesquisas, há um apagão de dados, e olha que estamos falando do grupo mais estudado do país”, afirma a cientista Karlla Barbosa
Com a maior rede hidrográfica do planeta e uma biodiversidade aquática extraordinária, o país está no centro desse debate. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios conhecidos: saneamento insuficiente, poluição por mineração, expansão agrícola e impactos das mudanças climáticas. A Amazônia, por exemplo, já apresenta sinais de contaminação por plásticos e outros poluentes, evidenciando que nem mesmo regiões consideradas remotas estão imunes