A democracia é algo que deve abranger toda a sociedade e todas as suas facetas. Com a cultura e com a arte não poderia ser diferente. As peças e objetos de arte atingidos pelos atos golpistas não são propriamente dos tempos atuais. Remontam a diversas épocas, de séculos diferentes umas das outras. A arte destas épocas era diferente da arte popular atual. Tanto a cultura e a arte de outros tempos como as atuais devem ser respeitadas, valorizadas e protegidas.
Nesse contexto, a insensatez do imperativo da desindustrialização, à exceção da agroindústria das commodities brasileiras, se torna clara. Nós conquistaríamos prioridade na oferta de alimentos, em compensação vamos ajudar a resgatar a cadeia asiática de suprimentos em todo seu esplendor mandarim. Em tempo, a inserção da Bioeconomia, pelo que está escrito no Plano Diretor da Embrapa para 20/30, será pinçada sempre e quando desenvolver sua inovação nanobiotecnológica voltada para o bioma cerrado. Não para o imensurável banco de germoplasma da Amazônia. É o que está acordado.
Na Conferência ZFM 2050, Victor Bastos, representante do CIEAM, propõe transformar a preservação dos incentivos em uma agenda de fornecedores, investimentos e produção nacional. Sua exposição dá conteúdo prático à aproximação entre Amazonas e São Paulo defendida nesta coluna.